terça-feira, 28 de outubro de 2014

O encontro das Coisas

Hoje as coisas não tomavam seus corretos lugares
Suas devidas funções
Seus próprios objetivos.

Hoje as coisas não queriam mais sê-las
Não desejavam mais umas as outras
Não tinham mais ambições.

Hoje as coisas se perderam no caos
Em um paralelo de abstrações
De ledas ilusões.

Hoje as coisas não tinham mais sentimentos
Não eram alegres, nem tristes
Não eram sequer nada,
Pois o nada alguma coisa é.

Hoje as coisas eram monótonas
Desvairadas de uma falsa lucidez
Que lhes nutria a alma já escassa.

Hoje, no infeliz ou feliz momento
As coisas descobriram que eram seres humanos.

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