Hoje as coisas não tomavam seus corretos lugares
Suas devidas funções
Seus próprios objetivos.
Hoje as coisas não queriam mais sê-las
Não desejavam mais umas as outras
Não tinham mais ambições.
Hoje as coisas se perderam no caos
Em um paralelo de abstrações
De ledas ilusões.
Hoje as coisas não tinham mais sentimentos
Não eram alegres, nem tristes
Não eram sequer nada,
Pois o nada alguma coisa é.
Hoje as coisas eram monótonas
Desvairadas de uma falsa lucidez
Que lhes nutria a alma já escassa.
Hoje, no infeliz ou feliz momento
As coisas descobriram que eram seres humanos.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Maria
Sempre naquele mesmo horário
Via-se Maria pela rua dos becos
Num caminhar um tanto quanto sonso,
tonto e cansado.
Mas lá, lá se via Maria
Sob o sol escaldante das tardes de domingo.
No mesmo caminhar daqueles passos
No compasso de quem procurava um coração.
Via-se Maria pela rua dos becos
Num caminhar um tanto quanto sonso,
tonto e cansado.
Mas lá, lá se via Maria
Sob o sol escaldante das tardes de domingo.
No mesmo caminhar daqueles passos
No compasso de quem procurava um coração.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Idem
Não. Não era culpa do vento.
Tampouco daquela agonia
Que lhe arrebatava os pensamentos.
A culpa foi do momento
Do tormento de ver renascer novamente
Um sofrimento que já conhecia.
Tampouco daquela agonia
Que lhe arrebatava os pensamentos.
A culpa foi do momento
Do tormento de ver renascer novamente
Um sofrimento que já conhecia.
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